domingo, 2 de agosto de 2015

Qualidade da Água de Bagé

Na quarta-feira dia 16 foi instalado na entrada de água









   A própria DAEB confirma que em Setembro e Novembro de 2009 que apenas 1% de suas amostras estavam em conformidade com os limites de acidez, o que potencializa os efeitos da presença de Ferro Manganes na Água. ( http://www.daeb.bage.rs.gov.br/index.php?secao=subsecao&mostraconteudo=73).

       Nota-se pela aparência do filtro que os limites de Manganês foram largamente ultrapassados. Conforme o Eng. Civil e Sanitarista MARCOS COSTA CAMARA na página: http://www.bosquedojambreiro.com.br/agua/ferro_manganes.htm, os compostos de ferro e manganês agem como ativadores de várias enzimas. O ferro é comumente encontrado nas rochas sob a forma de hematita vermelha (óxido férrico - Fe2O3), hematita marron (óxido hidratado - Fe2O3.nH2O) e magnetita (Fe3O4). Comuns são ainda, o carbonato de ferro (FeCO3), e o sulfeto (FeS2), conhecido como pirita de ferro...

 Nos sistemas de distribuição, com velocidades reduzidas do escoamento da água, podem portanto ocorrer estas precipitações, formando depósitos no interior das tubulações. Nas horas de maior consumo (ou de maior demanda), com o aumento da velocidade de escoamento, se dá o desprendimento destes depósitos, que são arrastados pelas águas, causando os prejuízos e incômodos tão conhecidos pelos consumidores.  
          Embora em pequenas quantidades não afetem a qualidade sanitária, são os compostos de ferro e manganês indesejáveis em águas de abastecimento público e para fins industriais, por várias razões:  
  1. comunicam gosto e odor estranhos à água, bem como coloração; o gosto é geralmente adstringente, amargo e metálico;
  2. causam manchas de difícil remoção em louças, vidros bem como em instalações sanitárias;
  3. o café e ou chá, preparados com tais águas, têm aparência lodosa e mau  gosto;
  4. causam manchas nos tecidos nas lavanderias e tinturarias;
  5. dificultam a manufatura de tecidos de algodão, lã e outros;
  6. impossibilitam a manufatura de rayon;
  7.  Causam manchas no gelo, durante sua fabricação;
  8. comprometem a qualidade na fabricação de alimentos e bebidas;
  9. prejudicam a qualidade na fabricação de papel, manchando-o.  
          Além das inconveniências apontadas acima, o ferro e o manganês favorecem o desenvolvimento de algas diatomáceas e de certas bactérias (Crenotrix polysfora, Leptothrix achrácea, Spyrophylum ferrugineum, Gallionella ferruginea) e outras, conhecidas como bactérias do ferro. Estes microorganismos, em grandes formações gelatinosas ou filamentosas, podem causar problemas nos filtros de areia e entupimentos nas tubulações da rede distribuidora, hidrômetros, conexões, telas dos poços profundos e equipamentos. Podem ainda, imprimir à água, cor avermelhada ou negra características, conforme a proporção de ferro ou manganês, bem como lhe afetam as qualidades organolépticas. O sabor e o odor, são devidos à decomposição das formações mencionadas. A crenotrix e outras bactérias têm seu desenvolvimento favorecido pelo dióxido de carbono, presente nas águas subterrâneas, como também nas superficiais, neste caso como decorrência do metabolismo bacteriano. As águas ssim aciduladas atacam as tubulações e equipamentos, com formação de bicarbonato ferroso ou manganoso, assimilado depois pelas próprias bactérias. Pequenas concentrações de ferro ou manganês da ordem de  0,1 mg/l, podem estimular a proliferação de tais organismos.  
          A forma ferrosa ou manganosa desses metais é solúvel e facilmente absorvida pela célula. Ocorre, então, a formação de óxidos  insolúveis, pela remoção de um elétron e sua transformação em ions férricos ou mangânicos.  
          A presença de óxidos de manganês pode mascarar o resultado dos ensaios de cloro residual, a menos que certas precauções sejam tomadas. Na presença de ortotolidina  produzem imediatamente uma cor semelhante à produzida pelo cloro, conduzindo à suposições errôneas quanto ao teor do mesmo, bem como quanto aos seus efeitos como bactericida. Daí, ser aconselhável o uso do método da ortotolina-arsenito (OTA) para a determinação do cloro residual, de forma a evitar a interferência do manganês no resultado.  
          Como medida prática para minorar ou eliminar os problemas acima descritos, na impossibilidade de adoção de outro manancial, seria a de se promover um pré-tratamento das águas, logo após sua extração do poço. Este tratamento consiste essencialmente em se promover a oxidação dos compostos de ferro e manganês, de modo a transformar os solúveis em não-solúveis, promovendo sua precipitação. O tratamento é complementado com a separação destes precipitados (por decantação e ou filtração) desinfeção. Classicamente, a oxidação se faz por meio de aeração, mediante introdução do oxigênio do ár. Em casos extremos, pode ser necessário a adição de neutralizantes e coagulantes para aumentar a eficiência do processo de separação.  
          Os padrões de potabilidade estabelecem para água potável os limites de 0,1 mg/l para manganês e 0,3 mg/l para ferro. Deve-se entretanto notar que o organismo humano necessita de certa quantidade de ferro e manganês para satisfação das necessidades orgânicas. A quota mínima de ferro exigida, cresce com a idade até 12 a 15 mg/dia, sendo que apenas cerca de 2 mg/dia, são retidas pelo organismo.  A quota de manganês não é conhecida. Admite-se que  o mínimo exigido pelo organismo humano seja de 10 mg/dia.